quinta-feira, 29 de maio de 2014

[Não sei se, se deve ao facto de ser socióloga] Este país preocupa-me!


Um país onde o Marinho (e) Pinto é eleito eurodeputado, preocupa-me! 
[evitava dizê-lo há dias, mas não consegui guardar mais.]

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Dos amigos

Bem, nem sei bem onde começar.

Nasci a ser amiga dos filhos dos amigos dos meus pais. Nasci assim... a ter a C, a V, o R, a R e a F como amigos. Todas as semanas estávamos juntos. Ligávamo-nos várias vezes por semana, num tempo onde a Internet e os telemóveis eram uma coisa muito moderna e inacessível. Aprendemos tanta coisa juntos... tanta mesmo, como se aprendem as primeiras palavras, como fazer os pais acreditar o que comemos tudo o que não gostamos... como ter uma girlsband, igualzinha às Spice Girls [elas viram o nosso sucesso e copiaram-nos :)]

Depois, vieram os longos dias de escola, os Verões intermináveis... a vontade de crescer mais e mais de dia para dia. Vieram os meus amigos para a vida. Os amigos com quem aprendi a ser o que sou hoje. Com quem aprendi a ler, com quem aprendi que discordar não é não amar. Com quem me ri durante horas sem fim; com quem vi que os dias e as noite só têm sentido quando partilhados com quem amamos. E nós somos o núcleo duro de tanta coisa boa! :)

Nos tempos de secundário cruzaram-se as amizades fugazes da adolescência, as primeiras saídas à noite... as primeiras noites "de estudo". O São João depois dos exames nacionais. Os sonhos. Os projectos. Os medos. Os amores e os desamores... oh-la-la

Com a faculdade perdi alguns amigos. E as perdas para mim são bem difíceis, são dolorosas... e sofri ao sentir que nada seria igual. Mas rapidamente percebi que se não permanecem... é porque não valia a pena. Mas uns foram e vieram outros. Uns mais efémeros, outros mais eternos :)
Conheci a CC e os início não foi nada fácil. Éramos tão diferentes. Imaginem água e azeite. Pois não se misturam. Nós éramos assim, mas descobrimos a fórmula mágica e misturamo-nos. E não mais nos separamos. Chateámo-nos, discordamos e muito, mas concordamos no essencial no ser melhor todos os dias; que somos amigas à prova de bala; que permanecemos juntas faça chuva ou faça sol e que mesmo longe estamos sempre perto.

Que te parece CC?! Ah?! :)

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Isto das amizades...

Isto das amizades deixou-me a pensar, e não é muito bom quando isso acontece porque pode correr muito mal.

Quando era pequenina vivia num bairro que tinha um largo para se brincar, tinha amigos, eram todos mais velhos do que eu, mas eu era a princesa, havia o Nuno, a Patrícia, o Mauro, o Ricardo e mais alguns cujos nomes já não me lembro. Brincamos muito entravamos e saímos por janelas, os vãos dos prédios eram o nosso esconderijo, tínhamos bruxas que matavam miúdos, tínhamos avozinhas, tínhamos adultos que se metiam connosco, tínhamos uma cascatinha (eu pedia e nunca ficava com dinheiro), tínhamos pão todas as tardes que a padeira nos dava, tínhamos uma quinta e havia os nossos brinquedos, regra geral brinquedos que eram pedidos à minha mãe coisas de meu extremo interesse como skates, trotinetes, patins, bicicletas tudo de grande interesse e a minha mãe lá dava porque sabia que senão o fizesse eu ficaria sem o meu carrinho das bonecas que também serviria de meio de transporte para descer a rampa. Eramos felizes.
Hoje ainda falamos, alguns deles ficaram demasiado importantes com os seus cursos superiores e a vida separou-nos mas quando nos reencontramos somos outra vez crianças. O que é mesmo um amigo de sempre e para sempre é o Mauro que esteve comigo na noite mais difícil da minha vida, e que além do mais me limpou as lagrimas e disse que estaria sempre ali e está essa é a realidade. Esse foi ficando, os outros também mas de maneiras diferentes.

Quando fui para a escola tive uma grande amiga, tipo best friend for life, era a Inês, lembro-me dela era morena, cabelos escuros, olhos negros. Ainda na escola zangamo-nos e nenhuma de nós deu a volta à situação. Da escola foram ficando alguns amigos/conhecidos, mas poucos. Ficou o Hugo que era um irmão mais velho sempre protetor dava-me gomas, levava a lanchar, levava para o centro de estudos mas foi sempre uma pessoa com um ego enorme e eu lido mal com isso, mas ainda hoje falamos e a vida voltou-nos a juntar uns anos mais tarde não por boas razões mas o importante é que rimos e tratamos juntos da "nossa" avó, fizemos a mesma parceria que ela fez para tomar conta de nós.

No entretanto no instituto fiquei com dois grandes amigos a Inês e o Pedro. A Inês está a quilómetros de mim, com um feitio difícil, e afastamo-nos. O Pedro é aquele amigo ausente, sem mensagens, sem estar sempre presente, mas quando estamos juntos a conversa continua no mesmo sitio onde a deixamos nos meses anteriores. 

Já na faculdade a conversa foi outra, tínhamos o nosso grupo eramos cinco, e fizemos as nossas asneiras, ao ponto de professores nos sentarem em sítios diferentes. Ninguém entrava no nosso grupo, eramos o núcleo duro, o Pedro, o Ricardo, o Frederico, e a Sara. Como fomos felizes e como nos rimos e como almoçamos panikes vezes sem conta, e como fomos fumando, melhor o Pedro fumava e nós assistíamos. Eu fiz amigos na faculdade, e bons amigos e foi muito feliz lá.

Mais tarde foi sendo um entra e sai de pessoas, algumas entraram e saíram logo, poucas permaneceram. Conheci muita gente, as últimas pessoas que conheci foi o David e a Joana, o casal mais giro e sexy que conheci, pessoas excelente com um coração do tamanho do mundo. Adotei-os com todo o meu coração, tenho uma divida de gratidão eterna. Com a Joana as coisas foram acontecendo ela eliminou logo as barreiras todas, fumamos tanto juntas, choramos, rimos, partimos telemóveis, aprendi tudo o que sei de enfermagem, aprendi a tratar da minha avó, e aprendi que a expressão "Oh meu amor" só tem significado quando ela o diz, com aquela voz doce dela. O David foi difícil de conquistar, um lutador nota-se na sua distância, na sua ausência, mas com o tempo tornou-se a pessoa com o sorriso mais fácil que eu já vi, o enfermeiro que mais animação trazia aos cuidados continuados e o mais louco, tem um jeito único de ser, distante mas atento e com um sentido de humor oportuno, e apaixonado pela princesa dele, pela menina dos seus olhos, como eles são felizes e como me fazem felizes quando estou com eles.

Afinal, que isto já vai longo tive e tenho bons amigos. Não dou é espaço a pessoas que não merecem e assim continuo fria e distante. E tu Sara que amigos tens tu?

O Inicio ou será mais o meio de uma amizade para sempre?

Nunca foi de grandes amizades. Aliás adorava dizer que não tinha amigos, que tinha conhecidos e era feliz com isso. A minha excessiva racionalidade sobreponha-se a tudo isso. As pessoas magoam-se, então, se eu não tivesse amigos não me iria magoar. Era excessivamente fria e pragmática.

Hoje e passados oito anos as coisas mudaram, ninguém é feliz sozinho.

Eu deixei de ser excessivamente racional, mas a frieza está lá, uma carapaça difícil de quebrar, a diferença é que há pessoas que nos moldam, que nos dão a volta de mansinho. A Sara ensinou-me a ter amigos, ensinou-me que eu até tinha coração, mas não me ensinou a ser lamechas, aliás anos e anos e são raras as mensagens que ela tem minhas com declarações de amizade, estou sempre lá quando ela precisa e muitas vezes acho que chega. Mas ela sabe dar-me a volta. Ela conhecesse-me melhor do que ninguém. Sabe o que me deixa de coração mole, o que me deixa feliz, o que me deixa irritada, o que me deixa eufórica, o que me põe a chorar, o que me deixa triste. Somos amigas.

E esta amizade que dura há oito anos é uma amizade sem espinhas, uma amizade onde não são precisas palavras e quando são, que nos segurem porque significa horas ao telemóvel, ou horas de mensagens, ou horas no nosso Porto.

Somos amigas não porque nos obrigaram mas porque a Sara me conquistou não desistiu da "gaja que tinha a mania que era fina", o mérito é dela.

Hoje sei que ela me levou a acreditar que nenhum homem é uma ilha e que ninguém é feliz sozinho. Graças a ela consegui dar lugar a novas pessoas no meu coração, consegui ser uma melhor pessoa para ela. Ela tornou-me melhor pessoa e sei que isto é a melhor coisa que lhe posso dizer. Sem ela seria muito pior pessoa.

Obrigada! E vamos divertir-nos muito neste novo cantinho é só mais um sitio para trocarmos ideias e opiniões, isto promete.


The beginning

Somos amigas há alguns anos, porque a Sociologia nos juntou.
Mais ou menos cientes do que queremos, mas seguríssimas de quem somos. Amigas. Mulheres. Não abandonamos a terra que nos viu crescer.. Agarradas às raízes que vivem no coração, uma traz o Tâmega ao peito; a outra o Douro. Mas juntas pela terra invicta que foi e é o pano de fundo da nossa amizade.

Aqui somos amigas, que por acaso são sociólogas de trazer por casa. :)