Nunca foi de grandes amizades. Aliás adorava dizer que não tinha amigos, que tinha conhecidos e era feliz com isso. A minha excessiva racionalidade sobreponha-se a tudo isso. As pessoas magoam-se, então, se eu não tivesse amigos não me iria magoar. Era excessivamente fria e pragmática.
Hoje e passados oito anos as coisas mudaram, ninguém é feliz sozinho.
Eu deixei de ser excessivamente racional, mas a frieza está lá, uma carapaça difícil de quebrar, a diferença é que há pessoas que nos moldam, que nos dão a volta de mansinho. A Sara ensinou-me a ter amigos, ensinou-me que eu até tinha coração, mas não me ensinou a ser lamechas, aliás anos e anos e são raras as mensagens que ela tem minhas com declarações de amizade, estou sempre lá quando ela precisa e muitas vezes acho que chega. Mas ela sabe dar-me a volta. Ela conhecesse-me melhor do que ninguém. Sabe o que me deixa de coração mole, o que me deixa feliz, o que me deixa irritada, o que me deixa eufórica, o que me põe a chorar, o que me deixa triste. Somos amigas.
E esta amizade que dura há oito anos é uma amizade sem espinhas, uma amizade onde não são precisas palavras e quando são, que nos segurem porque significa horas ao telemóvel, ou horas de mensagens, ou horas no nosso Porto.
Somos amigas não porque nos obrigaram mas porque a Sara me conquistou não desistiu da "gaja que tinha a mania que era fina", o mérito é dela.
Hoje sei que ela me levou a acreditar que nenhum homem é uma ilha e que ninguém é feliz sozinho. Graças a ela consegui dar lugar a novas pessoas no meu coração, consegui ser uma melhor pessoa para ela. Ela tornou-me melhor pessoa e sei que isto é a melhor coisa que lhe posso dizer. Sem ela seria muito pior pessoa.
Obrigada! E vamos divertir-nos muito neste novo cantinho é só mais um sitio para trocarmos ideias e opiniões, isto promete.
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